A equipa soma quatro vitórias em treze jornadas e ocupa o nono lugar. Onde é que a época se desviou do plano?
Não se desviou num jogo, desviou-se numa fase. Entre a quarta e a oitava jornada perdemos três encontros por um golo. Nesses três jogos criámos mais situações do que os adversários. O problema não é criar, é escolher o último passe: temos jogadores muito novos a decidir com pressa quando bastava um apoio a mais.
Sente que o plantel é curto?
É curto em experiência, não em número. Temos catorze atletas inscritos e nove deles fizeram formação aqui. Quando dois pivôs ficam de fora ao mesmo tempo, como aconteceu em junho, o treino da semana muda por completo. Isso nota-se mais na organização defensiva do que no ataque.
A formação do Serrabela é a maior da prova. Isso ajuda ou pressiona?
Ajuda, e muito. Este ano subiram três sub-19 e um deles já joga mais de metade dos minutos. A pressão existe porque toda a gente no Vale conhece esses miúdos desde os sub-11, mas prefiro essa pressão à alternativa de andar a procurar jogadores fora.
Que objetivo é realista para a segunda volta?
Ganhar os jogos com as equipas à nossa volta e fechar a época acima da linha dos quarenta golos marcados. Se conseguirmos isso, a classificação resolve-se sozinha. E depois há o objetivo que não aparece na tabela: chegar a setembro com estes miúdos a jogar melhor do que jogavam em abril.
A 14.ª jornada traz o líder ao Serra Alta.
É o melhor jogo possível para uma equipa que precisa de confiança. Vamos ter o pavilhão cheio, os sub-19 na bancada e um adversário que obriga a estar concentrado nos quarenta minutos. Não há maneira melhor de fechar a primeira volta.